Ninguém é dono de ninguém
Se você, mulher, se vê em uma relação onde precisa medir palavras, esconder sentimentos, justificar cada passo… isso não é amor. É controle.
Gladyston Santana | 03/01/2026
Tenho acompanhado as informações que circulam sobre a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos após fortes bombardeios na Venezuela.
Não sou ingênuo. Nenhuma potência age movida apenas por altruísmo. Trump não fez — se fez — isso pensando exclusivamente na liberdade do povo venezuelano. Há interesses por trás, sobretudo econômicos. Quem entende o mínimo de geopolítica e história sabe: países não se movem sem cálculo, sem estratégia, sem ganhos próprios.
Mas reconhecer isso não me obriga a fingir neutralidade diante de um fato maior: a queda de um sistema ditatorial e opressor.
É curioso observar como pessoas que nunca pisaram na Venezuela, que nunca precisaram fugir do próprio país para sobreviver, que nunca foram presas injustamente ou perderam familiares assassinados por protestar pacificamente, sentem-se à vontade para gritar sobre “soberania” e repetir o discurso de quem sempre defendeu esse regime.
A verdade é simples e dura: em toda ditadura, a soberania do povo é a primeira coisa a morrer. O que sobra é apenas a palavra — usada como narrativa, como escudo político, como mentira bem ensaiada.
Ditaduras não defendem soberania. Elas a sequestram.
A história é insistente nesse ponto. Ela se repete, geração após geração, com uma precisão quase cruel: todo ditador, mais cedo ou mais tarde, encontra o seu destino. Alguns caem pelo povo, outros pelo sistema que os sustentou, outros pelas próprias alianças que fizeram. Mas caem. Se essas informações se confirmam, Maduro encontrou o seu fim político.
E, independentemente de quem puxou o gatilho final, isso representa o colapso de um regime que esmagou um povo inteiro.
Por isso, sim, começo o ano com um pensamento claro: que este seja um novo tempo para o povo venezuelano. Um tempo de reconstrução, de dignidade e de liberdade. Assim, espero!