O PT orientou sua militância a apresentar a candidatura de Lula no segundo turno como a "única ATISSISTEMA", em tentativa de se distanciar da imagem de alinhamento com setores do STF. A mensagem, no entanto, é contestada por analistas, conhecidos como mais alinhados ao próprio petista como é o caso do Josias de Souza, da UOL, onde afirma que "não pode ser antissistema um partido que está a 18 anos no poder. Não faz nexo, por isso que a mensagem não chega ao eleitor".
A orientação tenta reforçar a ideia de que Flávio Bolsonaro representa o "sistema", enquanto Lula seria a opção de ruptura. Com isso, o partido busca se afastar, do que chamam de, "percepção" de proximidade com a ala do Supremo que esteve mais alinhada ao governo nesses últimos anos.
Andréia Sadi e Valdo Cruz, da Globo, apontam que a campanha petista subestimou tanto Flávio quanto a força do Bolsonarismo e desse cenário de desejo de mudanças e antipetismo. Especialistas reforçam outro ponto de dificuldade: a maior capacidade de flávio de atrair mais votos dos candidatos derrotados no primeiro turno. Nomes como Romeu Zema, caiado, Augusto Cury e Renan Santos concentram, independente do apoio declarado deles, maior facilidade de migrar para o candidato do PL do que para o petista.